|
Contexto Na última década, o Brasil alcançou um progresso quantitativo importante na escolarização formal, praticamente universalizando o ensino fundamental. Há mais escolas, maior número de matrículas e as taxas de analfabetismo decrescem de modo sustentado.
Por outro lado, o sistema educacional público não está sendo capaz de garantir a freqüência ou permanência dos estudantes na escola, assim como não vem obtendo êxito na oferta de uma formação escolar voltada para valores democráticos como participação, ética e diálogo.
Atualmente, um círculo vicioso de professores mal remunerados, currículos anacrônicos e processos didáticos inadequados acarretam na baixa qualidade da escolarização pública, estimulando a repetência, a evasão escolar e a conseqüente diminuição da empregabilidade de grande parcela da população, culminando no desemprego ou subemprego.
A proposta principal da GLOCAL é auxiliar os profissionais da educação no desenvolvimento das habilidades cognitivas dos estudantes, a fim de que todos possam ser bem-sucedidos. Apesar de não existir um modelo pedagógico ideal, não podemos aceitar o analfabetismo funcional como resultado de vários anos de freqüência à escola.
Durante os anos mais importantes da formação de milhões de crianças e jovens, a sociedade civil organizada tem a responsabilidade de interagir com o sistema de ensino formal no sentido de aprimorar a oferta de inovações didático-pedagógicas que propiciem condições de aprendizado reflexivo, promotor do senso crítico, incentivador de diálogos e produções.
Dentro desse cenário, a Educação Múltipla apresenta-se como um grande desafio e uma grande oportunidade. |